Ser Profissional da Dança – Keyla Ferrari E Leo Cordeiro
- Ricardo Salvagni
- 28 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 29 de jul. de 2025
Carla Salvagni convida Keila e Léo para um debate sobre o profissionalismo na dança, explorando diferentes perspectivas e os desafios em diversas áreas.
A conversa aborda:
• A Dança Inclusiva (com Keila):
◦ O desafio de não comparar pessoas com diferentes condições físicas e neurológicas, como as que têm deficiência severa ou moderada, com aquelas que têm o sistema nervoso intacto.
◦ A importância de um trabalho adaptado que permita ao indivíduo dar o seu melhor e se inserir no grupo.
◦ A priorização do processo e do prazer do aluno, em contraste com as expectativas dos pais de verem os filhos brilhando no palco.
◦ A necessidade de olhar para o belo de uma outra forma, reconhecendo a expressão e a interação, mesmo que a estética "tradicional" e a técnica não sejam o foco principal.
◦ A inspiração em trabalhos como o documentário "Som Branco" de Matilde Monier, que transformou movimentos de estereotipias em dança para se conectar com uma criança autista.
• A Dança de Alta Performance e Esporte (com Léo):
◦ A ideia de que a modalidade "escolhe" o praticante, pois algumas pessoas possuem características genéticas e habilidades naturais que as predispõem a certos esportes.
◦ O foco no rendimento e disciplina, onde a estética, embora presente, é subordinada à performance.
◦ A importância do equilíbrio emocional e mental, além do físico, para o sucesso do atleta. Léo ressalta que a psicologia do esporte visa o rendimento, não a terapia, diferenciando o "ser atleta" do "ser humano".
◦ O conceito de que "sua performance será limitada pelo seu elo mais fraco", enfatizando a necessidade de um treino integrado que aborde todas as capacidades do corpo.
◦ A distinção entre ter apenas professores na dança e a necessidade de treinadores para desenvolver atletas de alto rendimento.
◦ A superação do inesperado por atletas de elite, como o bailarino de Standard de 1,80m que se destacou mesmo sendo "baixinho" para a modalidade, ou Michael Phelps com sua estrutura favorável.
• Temas Transversais:
◦ O julgamento e a comparação são vistos como destrutivos, tanto para os alunos quanto para os profissionais.
◦ A importância de lidar com as demandas tanto do atleta quanto do ser humano.
◦ A necessidade de uma estrutura e conhecimento para lidar com as complexidades do treinamento, especialmente com tempos de aula limitados.
Acompanhe essa instigante conversa que desmistifica o profissionalismo na dança, explora os desafios e as belezas da inclusão, da alta performance e da complexidade do corpo humano.
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