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Instituto Paese
Cultura & Bem-Estar

A Produção nas Escola de Samba com Gilberto Lima

  • Foto do escritor: Ricardo Salvagni
    Ricardo Salvagni
  • 21 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 23 de jul. de 2025

O universo complexo e fascinante das escolas de samba, com foco na estrutura e realidade do Carnaval de São Paulo. Nossa conversa é com Gilberto Lima, que, embora bacharel em ciências da computação, tem uma paixão e um histórico de mais de 11 anos de envolvimento profundo com a dança nas escolas de samba, especialmente na Vai-Vai, que está perto de completar 100 anos e detém o maior número de títulos no carnaval paulistano.


Neste bate-papo, você vai descobrir:


• A estrutura organizacional gigantesca por trás de um desfile de escola de samba, incluindo o papel do carnavalesco (responsável pela história e fantasias), da diretoria de carnaval (que gerencia orçamentos), da harmonia (que controla o andamento e o canto), dos chefes de ala (que cuidam dos grupos específicos) e dos compositores.


• Como o Sambódromo funciona como palco, com seus 530 metros de comprimento e apenas 12 metros de pista utilizável, recebendo cerca de 32 mil pessoas.


• A dança como um "meio" dentro do contexto da escola de samba, adaptando diversos estilos como balé, dança moderna, afro e dança de salão para contar a história do enredo.


• A tendência de coreografias marcadas para alas grandes, devido à necessidade de controle e previsibilidade do comportamento dos componentes na Avenida.


Exemplos práticos e curiosidades de desfiles memoráveis, ilustrando a criatividade, a adaptação e o comprometimento dos envolvidos:


    ◦ A ala em homenagem a Carmen Miranda em 2012, que utilizava bananas cenográficas para formar uma saia.

    ◦ O impacto da ala "Mãe Menininha" em 2017, com seu realismo e a dedicação das mulheres que rasparam o cabelo para o desfile.

    ◦ Os desafios da alta costura em 2016, que exigiram alterações nas fantasias na véspera do desfile para permitir os movimentos.

    ◦ A grandiosidade da ala que representou uma procissão na história de Gilberto Gil em 2018, com diversos personagens e movimentos distintos em um mesmo grupo.

    ◦ O trabalho com placas-protesto sobre a Raça Negra e Marielle em 2019, e como a técnica foi utilizada para virar as mensagens no momento certo.

    ◦ A polêmica da palavra "Choque" em 2024 em comparação com 2018, evidenciando as diferentes repercussões midiáticas.

    ◦ A riqueza do desfile de 2015 em homenagem a Elis Regina, com o Minueto de quatro cores na Avenida.

    ◦ A importância da funcionalidade e do baixo custo dos adereços, como a sombrinha de frevo adaptada para 2020.


• O carnaval como um "teatro em movimento", uma fonte inesgotável de ideias para produções em escolas e eventos, mostrando como a criatividade pode prosperar dentro de limites e um objetivo comum: a competição.

Gilberto e Carla também convidam a todos a conhecerem de perto o trabalho das escolas de samba, que estão sempre de portas abertas.

Não perca esta aula sobre gestão, arte e cultura no maior espetáculo da Terra!

 
 
 

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