Breaking feminino nas Olimpíadas de Paris 2024 – Renata Godoy
- Ricardo Salvagni
- 16 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de jul. de 2025
"Breaking Feminino em Paris 2024" do canal Dança sem Filtro, onde Carla Salvagni e Renata Godói mergulham nos acontecimentos e polêmicas que marcaram a participação do Breaking nas Olimpíadas de Paris.
O podcast inicia abordando a notável dificuldade em acessar o conteúdo das performances das "Big Girls" (mulheres) em comparação com as dos "Big Boys" (homens), gerando uma impressão de disparidade já na transmissão. A conversa se aprofunda na indignação gerada pela performance da atleta australiana, que recebeu nota zero e, segundo as apresentadoras, fez uma "palhaçada" que "virou notícia", ofuscando o esforço e o desempenho dos outros 31 atletas "maravilhosos". Essa situação levanta sérios questionamentos sobre a falta de clareza nos critérios de avaliação e o desrespeito aos valores olímpicos como igualdade, justiça, respeito e excelência.
As apresentadoras também destacam a problemática gestão e organização brasileira em relação à participação do Breaking Olímpico. Foram observadas ausência de seletivas justas, processos parciais, indicações por preferência pessoal, e a falta de uma equipe técnica multidisciplinar e de acompanhamento adequado para os atletas. Muitos atletas foram alvo de uma "ilusão" vendida, desconhecendo o real número de vagas (apenas duas por país) e o funcionamento do complexo sistema de julgamento, o que gerou profunda frustração e instabilidade na cena do Breaking no Brasil, impactando a saúde mental e os sonhos de muitos. Carla menciona que a dança esportiva, ao contrário do Breaking, pleiteia a entrada nos Jogos Olímpicos há quase 30 anos, com regras e critérios já estabelecidos.
A discussão aborda ainda a visão do Breaking como arte versus esporte e a resistência inicial de parte da comunidade em aceitar sua inserção olímpica. As apresentadoras ressaltam a importância da seriedade e do planejamento em competições de alto rendimento, contrapondo o incidente da atleta australiana com a dedicação de outros atletas que "doam a vida" para o esporte.
Apesar do cenário desafiador, o episódio traz uma nota de esperança ao mencionar as iniciativas individuais e privadas que estão fomentando o desenvolvimento de novos talentos do Breaking no Brasil, garantindo um futuro promissor para as próximas gerações, mesmo diante da ausência de suporte da gestão oficial.
Pontos Chave da Conversa:
• Acesso e Visibilidade: Dificuldade em encontrar conteúdo sobre o Breaking Feminino nas Olimpíadas.
• A Polêmica da Atleta Australiana: Análise da performance com nota zero e seu impacto negativo na imagem do Breaking e dos Jogos Olímpicos.
• Valores Olímpicos em Xeque: Reflexão sobre o desrespeito à modalidade, ao país e aos ideais olímpicos.
• Desorganização da Gestão Brasileira: Problemas na preparação dos atletas, falta de transparência nas seletivas e impacto psicológico nos sonhadores.
• O Atleta e a Competição: A vida de sacrifício e dedicação dos competidores e a necessidade de critérios claros e justiça na arbitragem.
• Iniciativas Locais: A mobilização de esforços privados e individuais para desenvolver o Breaking no Brasil, apesar dos desafios oficiais.
Assista ao vídeo completo para uma análise aprofundada sobre o Breaking em Paris 2024, os desafios dos atletas, e a importância da seriedade e do respeito no esporte de alto rendimento. Compartilhe e inscreva-se no canal Dança sem Filtro para mais conversas inspiradoras e sem censura!


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